Bola de Meia, Bola de Gude
(Milton Nascimento)
Há um menino
Há um moleque
Morando sempre no meu coração
Toda vez que o adulto balança
Ele vem pra me dar a mão
Há um moleque
Morando sempre no meu coração
Toda vez que o adulto balança
Ele vem pra me dar a mão
Há um passado no meu presente
Um sol bem quente lá no meu quintal
Toda vez que a bruxa me assombra
O menino me dá a mão
Um sol bem quente lá no meu quintal
Toda vez que a bruxa me assombra
O menino me dá a mão
E me fala de coisas bonitas
Que eu acredito
Que não deixarão de existir
Amizade, palavra, respeito
Caráter, bondade alegria e amor
Pois não posso
Não devo
Não quero
Viver como toda essa gente
Insiste em viver
E não posso aceitar sossegado
Qualquer sacanagem ser coisa normal
Que eu acredito
Que não deixarão de existir
Amizade, palavra, respeito
Caráter, bondade alegria e amor
Pois não posso
Não devo
Não quero
Viver como toda essa gente
Insiste em viver
E não posso aceitar sossegado
Qualquer sacanagem ser coisa normal
Bola de meia, bola de gude
O solidário não quer solidão
Toda vez que a tristeza me alcança
O menino me dá a mão
Há um menino
Há um moleque
Morando sempre no meu coração
Toda vez que o adulto fraqueja
Ele vem pra me dar a mão
O solidário não quer solidão
Toda vez que a tristeza me alcança
O menino me dá a mão
Há um menino
Há um moleque
Morando sempre no meu coração
Toda vez que o adulto fraqueja
Ele vem pra me dar a mão
É como se buscássemos no nosso lado infantil uma forma de lidar com as adversidades da vida adulta "toda a vez que o adulto balança o menino me dá a mão" e ainda "há um passado no meu presente" reforçam essa ideia de que nosso eu infantil está sempre presente pois tudo que já fomos um dia faz parte do que somos hoje. É ver o lado positivo que está fortemente presente na infância. A música busca uma melhor maneira de convivência e forma de encarar a vida, com bondade, honestidade e respeito aos demais ("não posso aceitar sossegado qualquer sacanagem ser coisa normal ").
Então é isso. No post passado, prometi não prometer nada e até que deu certo. Não demorei tanto para postar outra vez ;)
Abraços a todos, comentem e até a próxima!
Sempre amei essa música por me indentificar muito com a letra. Todos nós trazemos traços da nossa infância para a nossa vida atual como forma de simplificar fatos tão complicados na nossa visão de adulto. É na ingenuidade da criança que aprendemos o certo e o errado no mundo social de uma maneira objetiva. Muitas vezes, voltamos no tempo para buscarmos esses conceitos e, com isso, não aceitarmos certas "sacanagens" de outrem ou, até mesmo, nossas.
ResponderExcluirÓtimo post!
Xêro!
Este comentário foi removido pelo autor.
ResponderExcluirMto massa essa música msm, trata da inocência que tinhamos qnd eramos crianças - dá época que nem sabiamos do significado da palavra sacanagem. É como se a criança dentro de nós trouxesse a tona nossa verdadeira natureza, para que nós mantessemos nossa "ética infantil".
ResponderExcluirGosto do refão que diz: "E me fala de coisas bonitas
Que eu acredito
Que não deixarão de existir
Amizade, palavra, respeito
Caráter, bondade alegria e amor"
Vlw Graire, seu post é mto bom e vc escreve mto bem.. Continue com esse belo trabalho por aki parceiro. Abração.
Brow, essa música é massa!Inocência, é tudo, nunca queria ter perdido a inocência duma criança, só assim não seria tão noiado quanto sou hje...A gente devia agir muitas vezes como criança, não se estressar, nao deixar coisas mesquinhas tirarem nossa paz.A bendita responsabilidade vem e quebra tudo isso..."O solidário não quer solidão", uma criança geralmente é despida de preconceitos, sempre se aproxima, sempre quer brincar com a simples finalidade de brincar, se divertir, sem intenções além disso.Muito massa!
ResponderExcluirAbraço!